quarta-feira, 3 de junho de 2009

2º texto sobre um sapo barbudo chamado Lula

AGORA É LULA

O mundo precisa de um bom selvagem. Desde o sindicalista polonês e anticomunista Lech Walesa, não havia nenhum candidato a esse posto no universo do proletariado. Só que Lula soube ir além da fábrica.
por Mac Margolis*
Desde a primeira vez que vim ao Brasil, no início dos anos 80, Lula era o cara. O.k., não aquele da cúpula das Américas, de barba e discurso bem talhados, seguido pelos holofotes e – agora – ungido com saudação à basqueteiro (“my man!”) do presidente Barack Obama. À época, Lula era apenas o sindicalista, andava maltrapilho e discursava de dedo em riste, com megafone em vez de teleprompter. Só que, para nós, os jornalistas estrangeiros, ansiosos para coroar um novo símbolo latino-americano – um líder que peitasse os generais, oligarcas e quem quer que fosse do establishment – não tinha para mais ninguém. A “pauta” era Lula, só ele.

E como não? Era o tempo dos megacomícios, das caravanas e dos slogans exaltados (“Uma estrela sobe”, “Sem medo de ser feliz” e “Lula-lá”). E as urnas? Bem, se os eleitores não correspondiam ao frenesi gringo, paciência. Um dia, dizíamos a nós mesmos, haveriam os brasileiros de enxergar em Lula o cara que víamos o tempo todo. Era só uma questão de tempo para que ele chegasse lá.

De lá para cá o Brasil mudou e Lula, também. Tem alfaiate, trocou de discurso e, hábil político que é, já desmentiu boa parte do que pregava. Foi-se aquele cara que exigia a auditoria da dívida externa aos brados de “Fora FMI!”. “Você não acha chique que agora estamos emprestando dinheiro ao Fundo?”, brincou outro dia com jornalistas após a reunião do G-20. Dobrou a resistência dos investidores e credores, abraçando políticas que outrora apedrejava. E aquelas taxas de juros “mais escorchantes do mundo” que antes não cansava de denunciar? O novo Lula as abraça com afinco neoliberal. Que Dilma que nada: o pilar do governo brasileiro se chama Henrique Meirelles.

Hoje Lula divide palanques com mandachuvas internacionais e até posou ao lado da rainha da Inglaterra. No maior estilo “se eu fosse você”, até ensaia o papel do outro lado do balcão financeiro, dizendo não aos vizinhos em apuros, como o Paraguai, que reclama perdão da sua dívida com o Brasil. Lula continua festejado como “o cara”, só que agora quem faz a festa são outros. Como me disse o executivo de um fundo americano: “Os banqueiros adoram Lula”.

Certamente a festa em torno do Lula 2.0 sinaliza algo maior. Há um novo Brasil em gestação, que, merecidamente, desperta as atenções (e as pretensões) do mundo. Não é apenas Gisele Bündchen, Ronaldinho e toda aquela turma de havaianas que esbanja superávits de charme e ginga. É também o Brasil dos agronegócios e do biocombustível. A pátria do pré-sal, que sabe e ensina buscar energia nos cafundós. Confiança é o novo ativo do Brasil, que, talvez pela primeira vez, consiga converter o berço esplêndido em influência, reivindicando um assento junto às mais altas instâncias internacionais, do BIS ao Bird, do G-20 à OMC. Pelo menos assim reza a cartilha do marketing verde-amarelo.

O mundo, é claro, até que deu um bom empurrão. Passado o susto geral provocado pela sua eleição – em que Lula se viu obrigado a convencer o planeta de que não era mais o cara do barulho e do confronto –, encontrou a economia internacional em ebulição, banhada de liquidez e voraz pelas mercadorias das nações emergentes. “Lula pegou a onda perfeita”, me disse um ex-presidente do Banco Central. O antecessor também ajudou. Partiram da caneta de Fernando Henrique Cardoso as políticas básicas da agenda de Lula, desde as metas de inflação à bolsa-escola, versão mais enxuta do Bolsa Família. Melhor, calhou que os principais frutos dessas políticas – a inflação em queda, bancos sólidos, a diplomacia vitaminada, a desigualdade em queda – dessem para aparecer justamente na sua vigia. Lula também é um cara de sorte.

Há riscos, no entanto, quando se colhe louros alheios. O sucesso herdado pode subir à cabeça. Assim como o “esqueça o que escrevi” virou pecha de Fernando Henrique e “não me deixem só” carimbou a acidentada trajetória de Fernando Collor de Mello, o bordão “nunca antes nesse país” ainda pode vir a assombrar o governo Lula. Há uma fronteira tênue entre húbris e habilidade, e todo governante em alta flerta com ela – alguns com mais êxito que outros. Carisma e simpatia ajudam, é claro, como também uma boa biografia – ou back-story, na linguagem de jornalistas. Esses dotes Lula tem de sobra. Iniciativas modernizadoras de um polido diplomata têm um valor. Mas saem com ágio na mão calejada de um self-made man. É como se o mundo precisasse de um bom selvagem. Desde o sindicalista polonês e anticomunista Lech Walesa, não havia nenhum candidato a esse posto no universo do proletariado tratável. Só que Lula soube ir além da fábrica.

Líderes bem-sucedidos também fazem sua sorte. Se fosse apenas um carismático ou um populista tradicional, Lula subiria à varanda, prometeria a lua e provavelmente tombaria assim que o vento da fartura virasse. Mas ele é, sobretudo, um sobrevivente. Para chegar “lá” teve de se repaginar, encampando ideias e aliados exóticos que, mesmo malcheirosos, o sustentassem. Às vezes Lula não convence totalmente nesse novo papel de adestrado e se deixa levar pelos arroubos ideológicos do seu passado dirigista (com a palavra a imprensa e os cineastas nacionais), tal como o braço desgovernado de Peter Sellers na pele de Dr. Strangelove, no filme Doutor Fantástico – ou Como Parei de Me Preocupar e Aprendi a Amar a Bomba.

Mas logo passa e até os banqueiros branquinhos de olhos azuis sabem que o líder do Brasil não está à beira de uma recaída. Se Lula não gostou das políticas que herdou, soube preservá-las e, assim, amortecer o choque do tombo financeiro que ameaça tornar a sua marola em tsunami. O cara soube dar a volta por cima. Pode não ser o roteiro que guiava aqueles que viram em Lula a senha para perder o medo de ser feliz. Mas, para o Brasil, a história pode acabar melhor.

* Mac Margolis é correspondente no Brasil da revista americana Newsweek. Vive no Rio de Janeiro desde 1982

Texto um sobre o sapo barbudo Lula

O CARA E O CARISMA
Como o “sapo barbudo” de Leonel Brizola completou a sua transfiguração, tornando-se “o cara” de Barack Obama? Uma das hipóteses: lá fora, como aqui dentro, Lula é “o cara” porque governa segundo a profecia do finado Golbery, que viu no sindicalista o homem que destruiria a esquerda no Brasil
"Ele é o cara." Barack Obama, um gozador, provavelmente fazia uma ironia, mas Lula tomou a sério: ele sempre acredita na verdade dos elogios. Ironia ou não, “o cara” da Casa Branca falou o que muita gente pensa, com alguma razão. Lula tem um não-sei-o-quê, indefinível no campo tradicional da política. O nome disso é carisma. Difícil é descrever e entender o carisma.

O termo origina-se do grego, charis, que significa “graça”. No sentido corriqueiro, é um traço inato de personalidade com variados desdobramentos: magnetismo, charme, capacidades especiais de empatia e persuasão. De longe, na TV ou em comícios, Lula tem tudo isso, de sobra. Entre os que o conhecem de perto, as opiniões se dividem. O presidente, dizem, pode ser tão abjetamente desagradável com seus fiéis, aqueles de longo convívio, quanto charmoso ao extremo com autoridades, políticos, intelectuais e militantes que pretende seduzir.

“Graça” indica uma qualidade metafísica. Na eclesiologia da Igreja Católica, o carisma é um poder, concedido arbitrariamente por Deus, que corresponde a uma série de dons, como o exorcismo, o discernimento, a profecia e a glossolalia. Excluindo o primeiro, é possível argumentar que Lula evidencia dispor dos demais.

Discernimento é a capacidade de identificar a própria vocação, segundo a vontade divina. Lula imagina-se o salvador da pátria, como deixou claro tantas vezes, e talvez pense ser essa uma missão atribuída por Deus. Mas discernimento também se relaciona com o princípio moral de separar o bem do mal, consagrando-se ao primeiro. No episódio paradigmático do “mensalão”, o presidente certamente soube separar-se do mal, aos olhos da maioria da população, o que é diferente de engajar-se no lado do bem.

Profecia é o dom de conhecer informações indisponíveis por meios comuns aos demais seres humanos. Lula profetiza incessantemente, e nem precisa de um dom metafísico para fazê-lo. Basta-lhe o método, bastante terreno, de dividir a história do Brasil em dois períodos contrastantes: antes de Lula (a.L.) e depois de Lula (d.L). O período a.L. é uma noite dos tempos, dominada pela “elite que nos governa há 500 anos”. O período d.L. é o dia eterno, banhado pelo sol benigno do progresso e da realização dos sonhos. O próprio Lula é a aurora redentora, o momento mágico em que a claridade da manhã rompe a bruma e enche a terra de esperança.

Glossolalia é o fenômeno que ocorre, geralmente, em situações de exaltação religiosa, caracterizado pelo comportamento espontâneo de falar línguas desconhecidas, destituídas de significado sistemático. Os discursos de improviso do presidente talvez se enquadrem na definição, mesmo se são veiculados numa língua parecida com o português, pois carecem de sentido lógico. Mas o dom da glossolalia está, hoje, amplamente difundido entre os políticos brasileiros e já começa a extravasar para policiais que ambicionam uma carreira política.

O sociólogo Max Weber distinguiu três formas de autoridade política: tradicional, racional e carismática. A primeira, dos monarcas medievais, senhores feudais e chefes tribais, sustenta-se sobre privilégios de sangue e relações de poder interpessoais. A segunda, própria dos Estados modernos, ancora-se na legitimidade legal e na dinâmica de regras da burocracia pública. A terceira, que atravessa a história, baseia-se na devoção a um líder político excepcional, a quem se atribui o poder de ditar padrões normativos para toda a comunidade. No sentido weberiano, o Brasil organiza-se sob um regime de autoridade racional, mesmo se o presidente emerge como figura política dotada de traços carismáticos.

Como regra, a autoridade carismática desenvolve-se na moldura de regimes tradicionais ou racionais, desafiando seus alicerces políticos, tensionando-os e eventualmente gerando uma crise decisiva que conduz à ruína da ordem. Então, em meio à desordem, instala-se o poder pessoal do líder carismático e um regime fundado na rotinização do carisma. O percurso de Hugo Chávez pode ser descrito como uma busca, pontilhada de obstáculos e ainda não concluída, de substituir a ordem racional por uma ordem carismática na Venezuela.

Não há um paralelo verdadeiro disso no Brasil de Lula. O presidente enxerga-se como salvador providencial, mas, em virtude de uma convicção genuína ou do pragmatismo típico dos conservadores, escolhe a estrada da democracia quando confrontado com as encruzilhadas cruciais. Na sucessão, face ao surgimento de um incipiente “queremismo” lulista, Lula inventou uma candidata palaciana e desarmou a bomba do terceiro mandato.

O carisma, na política, é algo diferente da “graça” metafísica. A segunda, por definição, é uma qualidade imanente: ou se tem, ou não. O primeiro, ao contrário, depende de circunstâncias históricas. Lula perdeu eleição após eleição, até vencer e se tornar tão carismático quanto aparentemente imbatível. Há dois Lula. O original, sindicalista e líder partidário, era uma personalidade marcante, mas não uma figura a quem se atribuíam qualidades de exceção. O atual, presidente da República, será provavelmente lembrado como o mais carismático político brasileiro desde Getúlio Vargas. A transição de um para o outro reflete tanto as mudanças no discurso político de Lula quanto as demandas de um tempo.

Golbery do Couto e Silva, a quem se atribuía o senso político de um mago, enxergou o Lula sindicalista do fim da década de 70 como o homem que destruiria a esquerda no Brasil. Durante um longo tempo, o das candidaturas frustradas, Lula pareceu contrariar a profecia do “mago”, discursando como um esquerdista clássico, no diapasão do conceito de luta de classes. Mas, entre a derrota de 1998 e a vitória de 2002, ele promoveu uma mudança decisiva no seu discurso, trocando a referência dos “trabalhadores” pela dos “pobres”. No lugar da luta de classes, entrou o conceito do Estado paternalista, que se traduziria pela imagem, várias vezes repetida por Lula depois da chegada ao Planalto, do presidente como chefe e provedor da grande família do povo.

“Não se enganem, mesmo sendo presidente de todos, eu continuarei fazendo o que faz uma mãe: cuidarei primeiro daqueles mais necessitados, daqueles mais fragilizados.” O carisma político de Lula ergueuse sobre a base de um paternalismo conservador, que ganhou densidade por meio da concessão de aumentos reais do salário mínimo e da vasta distribuição de dinheiro vivo, por meio do Bolsa Família. Ironicamente, nada disso seria viável sem o ciclo de expansão especulativa da globalização que acaba de se encerrar.

O “sapo barbudo” de Leonel Brizola completou a sua transfiguração às vésperas do primeiro triunfo eleitoral, por meio da Carta aos Brasileiros, concebida por um punhado de ex-trotskistas. O documento, uma negação geral do programa do PT, era uma mensagem à elite financeira e empresarial do país: Lula estava dizendo que se convertera à defesa da ordem, da estabilidade e da ortodoxia econômica. Nada se devia temer do antigo suposto incendiário. Mais ainda: ele prometia subordinar o movimento sindical e a organização dos sem-terra à vontade do governo, assegurando uma paz social que não exclui estampidos esporádicos. O presidente tornou-se “o cara” dos muito ricos antes mesmo de se tornar “o cara” dos muito pobres.

Obama brincava, mas não completamente, ao formular o agrado que encheu o ego de Lula. Como reação às crises financeiras dos anos 90, o pêndulo da América Latina inclinou-se de novo para o antiamericanismo. O Lula triunfante de 2002, líder de um partido que abominava a globalização, era uma incógnita e uma esfinge. Quando, ainda no início do primeiro mandato, ele visitou Washington e declarou-se um parceiro de George Bush, começou a se tornar “o cara” na conturbada América Latina. De lá para cá, apesar da retórica balofa e de gestos abomináveis em defesa de ditaduras próximas ou distantes, o Brasil não só conservou seus compromissos com a ordem econômica internacional como rejeitou o projeto chavista de um bloco regional antiamericano. Lá fora, como aqui dentro, Lula é “o cara” porque governa segundo o vaticínio do finado Golbery.

* Demétrio Magnoli, sociólogo e doutor em geografia humana pela USP, é colunista de O Estado de S. Paulo e O Globo

domingo, 16 de novembro de 2008

determinismo

e viva o determinismo e a força de vontade...devido a um blog retardado mental que eu li a um minuto atras, me deu vontade de escrever sobre o tema ai de cima. nao acredito em destino, alias que bobo hoje emdia acredita que se casara, sera um homem de sucesso e tera muito dinheiro e filhos...acho que o que determina tudo e a força de vontade humana...certo que tem certas vontades/desejos que sao meramente fisiologicos como fome/sono/coco,xiix...mas tirando isso oq leva alguem a ser um lixeiro ou o presidente dos EUA como nosso amigo obama? creio eu que seja a vontade...desde que voce queria voce pode conseguir o que quiser, dentro das possibilidades fisicas - eu por exemplo, nao consigo lamber meu cotovelo...vc ja tentou???? nao conseguiu né mané...mas todos os humanos tem essa estrutura determinada? pq certas pessoas são mais determiandas que outros, são mais obstinadas no que fazem? acho que tudo esta ligado ao condicionamento. digo... todo ser humano tem uma essencia. sim, isso mesmo, nascemos iguais... seja voce judeu, negro, arabe, louro, moreno,...todos essas caracteristicas fisicas ou fenótipos são secundários...o que muda a nossa essencia ou melhor, molda ela...principalmente é a educação que recebemos e o meio em que estamos/fomos criados. Um terrorista nasce igualzinho a um cidadão ocidental.... Martin Heidegger em sua obra “O ser o tempo” descreve que o ser humano e um ser de linguagem. Quer dizer a linguagem não define apenas o mundo, mas o constitui, a linguagem não designa nada, não representa nada, o mundo e linguagem pois e constituído por ela, nos somos linguagem. Essa noção pode ser percebida se imaginarmos o quanto seria restrito o nosso mundo se fossemos analfabetos; cada pessoa recebe informações de formas completamente diferentes porque o homem e fruto da linguagem, nos somos frutos da linguagem, nós somos frutos da educação, do meio, das tradições que recebemos. Quer dizer, a linguagem nos constitui. Outro bom exemplo é da leitura de um livro...se eu leio um livro com 15 anos e depois leio o mesmo com 30, eu poderei perceber que o livro poderá assumir significados totalmente diferentes do que na primeira leitura. A maturidade com eu leio de novo e também meus valores vão ter mudado.

Chega a ser curioso, que uma coisa possa ter dezenas de significados. Uma maça por exemplo. Pra um sacoleiro será um fruta vermelha, já para um padre significará o pecado original. Para um americano pode lembrar New York e pra dois namorados que comem a maça do amor lembra paixão...tudo esta interligado...acho que era isso...UFFfffa

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O que é um pontinho preto no quadro de presidentes dos EUA?

Humor negro...Yes we can

domingo, 12 de outubro de 2008

Back in black

so avisar aos internautas que estaremos de volta em alguns dias com muitas coisas novas e boas! bjos

domingo, 10 de junho de 2007

Bem mais que o tempo

Faz muito tempo que nao posto! Tenho plena consciencia do fato! Sem desculpas, ani atzlan! eu sou preguicoso mesmo! Nesses ultimos 2 meses, trancorreram muitos fatos! Gadna, viagem a Jerusalem, viagem de encerramento do quarto para Herziliah, semianario em Jerusalem de lideranca, encontro com amigos do peito em Holon com direito a balda latina em Tel Aviv com muito reaggetone. E, o tempo passa, o tempo voa, e a poupanca... O tempo aqui no kibutz voou. Em duas semanas saindo daqui para ir pra a Caveret em Beersheva. Foram momentos bons! Alguns estao dando pulos de alegria por estar indo, ja outros, entristecidos que a comida boa vai acabar, e que teremos que cozinhar no proximos mes e meio. Coisas boas e ruins, como todas as experiencias que passamos nessa vida! Esse ano se desenrola como uma tufao enlouquecido que mistura emocoes, alegrias, conquistas, amadurecimento, pensamentos alheios, amizades feitas, independencia...Dificil de descrever para pessoas que nao passaram por isto! Para amigos que perguntam o que faco em israel, para que deperdico um ano da minha vida universtaria trabalhando em um kibutz,blablabla. So quem passou um dia por isso para entender como as coisas acontecem aqui! Diria em uma, duas palavras, tres(ops) - REALIZACAO DE UM SONHO!

...

Esse post dedico as maes dos meus colegas de quarto, as Tias Solange,Izoica e em especial Tia Gilda Regina, mae do meu amigo Xande. Um grande beijo tia. Muitas fotos do xande para voce! Mae, nao esqueci de voce nao viu! Um beijaooo! te amo! apesar de nao demonstrar isso muitas das vezes que nos falamos, sinto sua falta sim, viu!



Fotos da viagem a Herziliah. A melhor viagem do shnat (ate agora) com meus queridos shutafim - companheiros de quarto - CHEDER TEXA - the room 2007. Ao comeco do kibutz, um quarto que eu nao esperava nada, que me surpreendeu bastante, um quarto que teve so bons, melhor, otimos momentos. Formei boas amizades aqui! A viajem de encerramento do quarto mostrou o nosso bom entrosamento. Foi pura alegria e diversao. Com direito ate a briga de mulheres. Mas nao uma birga comun de puxao de cabelos. Quem dera. Foi melhor ate que a cena de tapas da Claudia Abreu e da Malu Mader em Celebridade. Juro!hahaha! Tinha uma menina meshigna(louca) que se sentiu insultada com a outra, por tela chamada de "Zona". O que se sucedeu foram socos, tapas, chutes na costela, jiu-jitsu(nem tanto). mas uma briga feia! Ao contrario do que voce esta pensando, nao sou a favor da violencia, muito pelo contrario, ate tentei separar a briga, mas quase apanhei tambem! Fiquei so vendo! Se nao apanhava! Tirando esse detalhe, tudo correu as mil maravilhas, jogando muito truco espanhol, indo ao mar, jogando futebol, comendo bem, pegando telefones, trocando experiencias! Foi divertidissimo! Valeu quarto 9

Cafe da Manha em Herziliah com direito a pitta(pao arabe) quentinho, nutella e humus - Hummmmm
Eu, glockinho e xande no Lunna Park - com o Hot Zone de BH! Brincando com o xande

Marina de Herziliah - Shutafim Sheli
Nossa barraca na praia! Todo mundo falava, quem que sao esses malucos que tao acampando de manha na praia
Outra na Marina
....
Meu barco futuro. Terao festinhas direto
Galera na barraca
Galera na Barraca 2 com o bitarron Mr Fabio Glock

Proximas fotos da Gadna. Acampamento de 5 dias em que aprendemos as regras da Tzavah ( exercito israelense), normas, condutas, horarios. Foi uma experiencia fantastica. Cheguei ate a atirar de M - 16. Engracado que nao foi bom nem ruim aitrar. Foi uma sensacao diferente, de algo que nunca havia feito. Nao sei se no futuro farei de novo! Quem sabe o que o futuro me trara? Vida no Brasil ou alia pra Israel? Por agora nao sei, mas fico com a primeira opcao, pelo menos por enquanto. A vida e cheia de incertezas! Nao e?
Soldados bubu, vitnanho scorpion hizbolah, henrique e o mefaked Rozenbaum a frente do batalhao com cara de experiente!
Foto da galera toda no fim da gadna!

Momento Mijo! Nao tinha banheiro, oque eu fiz! Haa, lavei a mao depois, claro!
Momento descontracao na barraca!
Momento pose de soldado e cara de serio
Momento " Hora do rango"
Momento montado a barraca que a samelet(capita) mal comida mandou. Eu e yasmin sorrindo
Mesmo Momento da Foto anterior mas com cara seria agora
Esses ai eram os alvos que a gente tinha que acertar com a M-16


Momento SHESH ESRE - ou M - 16
Od pam - Outra vez
Momento pos gadna - antes do banho - sorrindo =D

Encontro com dois amigos, Adam Gingi Guz e Gabriel ben Avraham. Memoravel. Com direito a mitz tut banana im vodka ve moadon latini! foi sensacional! valeu amigos

Argentino, eu, Adao, Gabriel e Rique


Chocolate preto, branco e ao leite. Esse amigos tao no peito!


Seminario de Lideranca em Jerusalem

Por do Sol em Jeruslem - Jerisalem shel Zaav,....
Eu e por traz o muro das lamentacoes e a mesquita dourada
Eu no muro das lamentacoes 2
Os 5 pensadores sionistas com Herzl encabecando o grupo atras
Foto no Hotel Ramat Rachel e vista de Jerusalem
Quem disse que eu nao tinha uma joalheria com meu nome na cidade velha - Jerusalem

Espero que esse post nao tenha sido meloso demais! beijo a todos! Espero comentarios de todos, inclusive das tias! 420

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Ultimas Noticias

Por aqui esta correndo tudo bem. Estou no kibutz hatzerim fazendo o ulpan - que e um curso intensivo de hebraico. Estudo 3 dias da semana e trabalho outros 3. Trabalho na economia que e o deposito do comedor comunitario - cerca de 800/1000 pessoas comem la! Estou curtindo muito meu trabalho! e bom para poder praticar a lingua. Ja, ja colocarei um video mostrando que eu faco A um mes atras fui em um seminario de lideranca judaica. A umas 2 semanas fui no jogo de inglaterra e israel - uma pelada. Galo e curziero jogam muito mais! eu jogo mais!ahahah! nos fins de semana eu tenho viajado! tento ir em lugares diferente. Uns dos meu objetivos e explorar essa terrinha bastante! Essa semana esta teve 3 datas importantes/ Yom hashoa - em que se lembra do holocausto. Yom Zicaron - que lembra os soldados que morreramem guerras por israel ou em atentados e Yom hatzmaut - para lembrar a independencia de israel. Israel vai fazer 59 anos. Um estado que no pouco tempo que tem de vida, se tornou moderno, bem estruturado e sendo um dos poucos no oriente medio com uma democracia consolidada ! Em Yom Hatzmaut fomos a Kikar Rabin ou Praca Rabin, considerado o maior evento no pais! mas chegando la vimos que nem ia ser tao bom assim, entao fomos a ramat gam - cidade metropotana de tel aviv onde ocorreu shows MUITOOOOOOO BONS E de graca! foi divertidissimo! O mais engracado foi escutar um dos cantores falar BRASIL, depois CAPOERIA e depois CHORISSO. e ele repetiu 4 vezes isso, BRASIL,CAPOEIRA CHORISSO e por ultimo CAIPIRINHA! foi hilario! O Hadag Nachash e uma das grandes bandas daqui de Israel! Nesse mesmo dia fomos a um parque chamado yarkon - um parque giganteeeeeeeee! da de 1000 a 0 em um parque municipal ou das mangabeiras! muito bonitoo! la fizemos un churrasco e depois fomos a um outro evento de graca que tb teve cantores muito bons! foi muito legal! e isso!

OBS: Para postar comentarios e so clicar em comentarios e escrever algo! seja critica,elogio oque for ta valendo! bjos a todos